O aquecimento global pode mudar padrões de produção de alimentos.
A área de cultivo vai diminuir, principalmente nas latitudes médias e baixas, como as zonas tropicais e subtropicais do planeta, e haverá carência de grãos. As mudanças devem afetar grandes produtores, como a Austrália, Argentina, Brasil e regiões temperadas da Europa.
Mas, os efeitos serão mais graves na África e na Ásia, onde vive grande parte das pessoas que se dedicam à agricultura de subsistência. Para piorar, a população é uma das pobres e com maior crescimento demográfico do mundo.
Um estudo realizado por pesquisadores da Unicamp e da Embrapa avalia o impacto do aquecimento global sobre a agricultura nacional. Eles calculam que o aumento da temperatura pode provocar uma diminuição das área aptas para o cultivo de grãos e maior pressã sobre a fronteira agrícola entre o Cerrado e a Amazônia. As regiões mais afetadas seraão o Sul, o Sudeste e o Nordeste. Com exceção da cana-de-açúcar e da mandioca, as outras culturas avaliadas ( algodão, arroz, feijão, girassol,milho e soja) podem sofrer queda de produção e migração para locais onde hoje não são cultivadas.
Os pesquisadores argumentam que isso só deverá ocorrer se nada for feito em termos de manejo e proteção do solo, práticas agrícolas mais eficientes e investimento em novas variedades de sementes e de ações voltadas para a redução das queimadas e do desmatamento.
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